A colaboração de 'Mineiro' no caso Dark Horse: quem é o empresário e o que ele disse à PGR
O STF homologou o acordo de colaboração premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, ligado às investigações sobre o Banco Master e o financiamento do filme 'Dark Horse'.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou na quarta-feira (9/9/2026) o acordo de colaboração premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, nas investigações que envolvem o Banco Master e o financiamento do filme 'Dark Horse'. Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, o acordo já havia sido firmado com a Procuradoria-Geral da República.
Mineiro é dono da Entre Investimentos e Participações e apontado como operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Master. O Grupo Entre atua em negócios de grande porte nas áreas de investimentos e comunicação. O empresário tem participação na revista IstoÉ e controla a credenciadora Entrepay, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em março. Em janeiro, a Entre Investimentos foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal no âmbito do caso Master.
Em depoimento à PGR, Mineiro afirmou que, a pedido de Vorcaro, realizou 7 transferências bancárias ao longo de 2025 para o fundo norte-americano Havengate, totalizando US$ 12,3 milhões — cerca de R$ 69 milhões na cotação da época. Ele também relatou operações envolvendo grandes quantidades de dinheiro em espécie, transportadas em malas e entregues a pessoas indicadas por Vorcaro. Segundo o relato, essas operações faziam parte de sua atuação como operador financeiro do ex-banqueiro.
O Havengate, sediado nos Estados Unidos, é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, próximo de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O fundo foi usado no financiamento de 'Dark Horse', cinebiografia sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com a homologação do acordo, os investigadores buscam obter cooperação internacional com autoridades dos Estados Unidos para acessar a movimentação financeira do Havengate.
A Polícia Federal e a PGR apuram se os repasses ao fundo foram destinados exclusivamente aos custos de produção do filme ou se parte dos recursos também financiou a permanência de Eduardo Bolsonaro no exterior.
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