Fachin cria regra contra direcionamento de processos no STF

Resolução do presidente do STF determina que petições de terceiros em processos em andamento passem por triagem antes de serem juntadas aos autos.

Redação Juridia02 de outubro de 2026 · 1 min de leitura

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, editou na sexta-feira (2) uma resolução para evitar o direcionamento de petições a ministros específicos da Corte. A medida vale para pedidos apresentados por terceiros considerados "estranhos" à relação processual entre as partes.

Como vai funcionar

Pela nova sistemática, as petições apresentadas em processos em andamento passarão por análise prévia dos setores de processamento inicial, da secretaria judiciária e da presidência do tribunal. Caberá a esses órgãos verificar se o pedido tem relação direta com a ação que já tramita. Se não houver relação, a petição será distribuída normalmente entre os ministros que compõem o STF.

"A petição de terceiro não será juntada aos autos antes da triagem prevista neste artigo, a cargo da presidência, mediante análise da secretaria judiciária", definiu Fachin.

Contexto

A resolução foi editada após episódios recentes que evidenciaram o direcionamento de petições. Em 27 de agosto, o ministro Flávio Dino atendeu a um pedido do humorista Antonio Tabet para restaurar uma postagem no X sobre Nossa Senhora Aparecida, que havia sido removida por decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O despacho foi proferido em uma ação que já estava em tramitação.

Em seguida, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) também recorreu ao STF contra a decisão de Dino e direcionou uma petição ao ministro Luiz Fux, relator de um processo que também estava em andamento.

Com a nova regra, petições desse tipo não serão mais juntadas diretamente aos autos antes da triagem, o que busca evitar que o autor do pedido escolha o relator.

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