Prerrogativas defende Messias e diz que relatório da PF sobre AGU tem equívocos
Coordenador do Prerrogativas afirma que relatório da PF contra Jorge Messias contém erros e que AGU não tem atribuição penal; órgão publica nota sobre interlocução.

O grupo Prerrogativas, formado por operadores do Direito ligados à esquerda, manifestou-se nesta 6ª feira (4.set.2026) em defesa do ministro Jorge Messias, advogado-geral da União, após relatório da Polícia Federal citado pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito de investigação contra André Mendonça, do STF. Para o coordenador do grupo, Marco Aurélio Carvalho, o documento contém equívocos e não autoriza levar a AGU para a pauta criminal.
O relatório aponta possível proximidade entre Messias e Mendonça, relator do inquérito do Banco Master no STF. O documento foi usado por Moraes para pedir a abertura de investigação contra Mendonça. Segundo o texto, a AGU “optou por não interpor recursos” diante de possíveis direcionamentos da investigação pelo relator.
Carvalho afirmou que a AGU não tem atribuição penal para atuar em casos relacionados à PF e classificou como íntegra a interlocução de Messias com Mendonça. O advogado ponderou ainda que Messias tem sido alvo de ataques.
No mesmo dia, a AGU divulgou nota para esclarecer a atuação de Messias. O comunicado afirma que o advogado-geral da União buscou atuar na interlocução entre Mendonça e Edson Fachin. “Por dever legal e compromisso institucional, a AGU continuará buscando, com responsabilidade e sem precipitações casuísticas, soluções pacíficas e dialogadas para eventuais conflitos, contribuindo, dentro de suas atribuições constitucionais e legais, para a preservação da harmonia entre os Poderes da República”, diz a íntegra.
A manifestação do Prerrogativas e a nota da AGU ocorrem em meio à apuração que envolve Mendonça e o inquérito do Banco Master no STF.
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