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Polícia de SP suspeita de desvio de verba de contrato da Prefeitura para filme sobre Bolsonaro

Relatório da Polícia Civil de SP aponta suspeitas de desvio de verba do WiFi Livre SP para a produção do filme “Dark Horse”. Sigilo foi retirado por decisão de Flávio Dino.

Redação Juridia14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura

Investigação

Um relatório da Polícia Civil de São Paulo, tornado público no domingo (13.set.2026) por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta “consistentes suspeitas” de desvio de recursos públicos para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O material integra investigação que envolve contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama, também produtora do longa.

De acordo com o relatório, haveria “confusão patrimonial” e indícios de que verbas do programa WiFi Livre SP teriam sido usadas para custear atividades da produção do filme. A polícia afirma que contas de empresas subcontratadas e organizações sociais geridas pela investigada teriam sido utilizadas para “lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo”. A investigação também indica que “recursos milionários teriam sido pulverizados por meio de subcontratações suspeitas”.

A decisão de Dino retirou o sigilo de todo o material apreendido na investigação sobre a Go Up Entertainment, produtora da cinebiografia. Karina Gama é sócia da empresa e presidente do ICB, que recebeu recursos de emendas parlamentares e fechou contratos com o poder público.

Contrato sob suspeita

O contrato do programa WiFi Livre SP tem valor total de R$ 108 milhões. Segundo a investigação, a disparidade de preços chamou atenção: o ICB recebia R$ 1.800 por ponto de internet instalado, enquanto a Prodam — empresa pública municipal de tecnologia — cobra R$ 230 pela implantação e R$ 306 pela manutenção mensal do mesmo serviço.

Defesa

Em nota, a defesa de Karina Gama afirmou considerar positiva a retirada do sigilo e negou a prática de ilícitos. A defesa disse que já apresentou voluntariamente mais de 20 mil páginas de documentação e que “investigação não é acusação, muito menos condenação”.

Procurada, a Prefeitura de São Paulo não respondeu até a publicação da reportagem. Quando a operação policial foi deflagrada, em 1º de junho, a gestão de Ricardo Nunes (MDB) informou que colabora com as autoridades e que a contratação seguiu os princípios de legalidade, transparência e economicidade.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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