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PF aponta elo entre repasse a produtora de 'Dark Horse' e verba de emenda de Mário Frias

Polícia Federal vê conexão entre R$ 750 mil enviados à Go Up Entertainment e R$ 700 mil repassados a empresas do mesmo grupo com verba de emenda; STF autorizou buscas.

Redação Juridia10 de setembro de 2026 · 3 min de leitura

A Polícia Federal identificou uma conexão financeira entre a produtora do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e empresas que receberam recursos do Instituto Conhecer Brasil (ICB) em projetos custeados por emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias (PL-SP), que é produtor-executivo do longa. A relação consta de representação da PF reproduzida em decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a operação Make Up, deflagrada na quinta-feira (10 de setembro de 2026) pela PF e pela CGU.

Segundo a PF, a NTT Brasil, de Heric Dias, transferiu R$ 750 mil para a Go Up Entertainment, responsável pela produção do filme. A corporação relaciona a movimentação aos R$ 700 mil recebidos do ICB pela Dinâmica Editora e pelo Instituto Super Poder Educacional, empresas que, conforme a representação, pertencem ao mesmo grupo empresarial da NTT Brasil. A PF ressalva que ainda não demonstra que os R$ 700 mil pagos pelo ICB sejam os mesmos recursos do repasse de R$ 750 mil; a proximidade dos valores, o vínculo empresarial e o período das transferências são tratados como elementos para aprofundar a investigação.

O fluxo investigado

Os R$ 700 mil foram pagos no Termo de Fomento nº 971232, abastecido com recursos públicos. O ICB recebeu R$ 2 milhões em verbas federais, integralmente provenientes de duas emendas apresentadas por Frias, que financiaram os Termos de Fomento nº 971232 e nº 964068. A PF investiga suspeitas de desvios por meio de contratações supostamente fraudulentas, documentos falsos e pagamentos a pessoas e empresas ligadas ao núcleo investigado.

A Go Up Entertainment tem como sócia Karina Gama, que também preside o ICB e a Academia Nacional de Cultura. Segundo a representação, a produtora movimentou R$ 19 milhões entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025. Entre os principais remetentes estavam a NTT Brasil, com R$ 750 mil, e Frias, com R$ 645,4 mil. A PF destaca a coincidência temporal entre as gravações do filme, ocorridas em São Paulo de 20 de outubro a 7 de dezembro de 2025, e a comunicação financeira analisada. A corporação também questiona o lastro financeiro do deputado para os repasses diante da renda declarada de R$ 44.008,52 mensais.

Decisão de Dino

Na decisão, Dino autorizou 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Frias e Karina Gama estão entre os alvos. Também foram determinadas a proibição de contato entre os investigados, a proibição de Frias e outros investigados deixarem o Brasil, com recolhimento de passaportes, e a proibição de empresas e entidades investigadas contratarem com o poder público. A apuração envolve suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Na representação, a PF sustenta haver "fortes indícios de uma única organização criminosa" estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos de verbas públicas, na qual Frias figuraria como "agente central". A corporação afirma ainda que Frias, Karina Gama e outros investigados teriam atuado para ocultar e dissimular a origem, a movimentação e a titularidade de valores de supostos desvios. O Poder360 procurou o gabinete de Frias e não teve resposta até a publicação; também não localizou contato válido de Karina Gama.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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