Moraes manda bloquear até R$ 6 bilhões em bens de Willer Tomaz, alvo de investigação sobre bets

Ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens de Willer Tomaz, investigado por lavagem de dinheiro com bets. Decisão também quebra sigilos e suspende passaportes.

Redação Juridia24 de outubro de 2026 · 1 min de leitura

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na sexta-feira (23/10) o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens do advogado Willer Tomaz. A medida inclui a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, a suspensão dos passaportes e a paralisação das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as empresas do investigado.

Tomaz é investigado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro relacionada a negócios envolvendo bets. Os ativos alcançados pelo bloqueio incluem bens móveis, imóveis, aviões e barcos. A decisão veio depois que a PF tomou conhecimento de que o advogado viajou a Miami, nos Estados Unidos, na sequência da Operação Sem Desconto, deflagrada em agosto para apurar descontos indevidos em aposentadorias e benefícios do INSS.

Para viabilizar a medida, a ordem será encaminhada ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ao Banco Central e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com a quebra de sigilo, as instituições bancárias terão de fornecer os dados financeiros do advogado, incluindo os relativos à Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.

Willer Tomaz se tornou conhecido recentemente no contexto da campanha eleitoral por sua amizade com o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevistas, o candidato afirmou que mantém apenas relações pessoais com o advogado e negou ter relações comerciais com ele.

A defesa do advogado ainda não se manifestou sobre a decisão. O espaço está aberto para esclarecimentos.

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