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Moraes autoriza prisão de deputado estadual eleito no RJ em operação da PF contra lavagem de dinheiro

Operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, levou à prisão do deputado estadual eleito Márcio Canella e de outras cinco pessoas, entre elas o ex-chefe da Polícia Civil do RJ.

Redação Juridia15 de outubro de 2026 · 2 min de leitura

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (15/10) o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcus Amim, e mais quatro policiais civis. A prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Unha e Carne.

Esquema de lavagem de dinheiro

Segundo a PF, a operação investiga organização criminosa armada suspeita de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, além de sequestro de bens e valores. Também foi determinada a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas, das quais 96 são postos de combustíveis, que supostamente camuflavam recursos de origem ilícita. Conforme Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), o esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Estrutura da organização

A investigação aponta que a organização criminosa é dividida em núcleos. O núcleo político-institucional seria responsável pela articulação com agentes públicos, enquanto o núcleo econômico-financeiro atuaria na captação, movimentação, ocultação e dissimulação dos recursos. Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e eleito deputado estadual nas eleições de 2026, seria o "patrono político" do grupo, com papel de conectar integrantes do núcleo econômico a agentes públicos e estruturas políticas. Já Marcus Vinicius Amim Fernandes, ex-secretário de Polícia Civil do Rio, teria atuado como operador institucional, oferecendo proteção administrativa e policial ao grupo e recebendo recursos por meio de empresas ligadas a familiares.

Decisão e crimes

Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que as investigações demonstram "atuação coordenada, permanente e funcionalmente compartimentada, demonstrando a interdependência entre os investigados e o fluxo de recursos financeiros supostamente destinados à manutenção e ao fortalecimento da organização". Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel. O União Brasil no Rio informou que a defesa de Canella ainda não teve acesso aos autos.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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