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Mendonça nega novamente compartilhar dados do celular de Vorcaro com colegas do STF

Ministro André Mendonça recusou pedido de Zanin e Moraes para enviar cópia dos dados extraídos do iPhone de Daniel Vorcaro a todos os ministros antes do julgamento da Petição 15.556.

Redação Juridia12 de setembro de 2026 · 2 min de leitura

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a negar o compartilhamento dos dados extraídos do celular do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada na noite desta sexta-feira (11.set.2026), após pedidos dos ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes para que a mídia fosse enviada a todos os integrantes da Corte antes do julgamento da Petição 15.556, marcado para a próxima terça-feira (15.set).

Segundo Mendonça, o aparelho — um iPhone 17 Pro — está sob custódia da Polícia Federal, que o apreendeu na Operação Compliance Zero e realizou perícia. Ele afirmou que a PF entregou voluntariamente ao seu gabinete, em 8 de março de 2026, um envelope lacrado contendo uma cópia de segurança dos dados. O ministro sustenta que esse material é "contraprova" e deve ser usado apenas em caso de perda ou extravio do original, que permanece com a autoridade policial.

Zanin, por sua vez, argumentou que a mídia está no gabinete do relator e deveria ser compartilhada com os demais julgadores para que todos tenham a mesma oportunidade de análise. "Essa sempre foi a regra em todos os julgamentos colegiados, inclusive no Supremo Tribunal Federal", afirmou. Ele destacou que os advogados de Vorcaro já receberam cópia da PF e têm acesso integral ao material, enquanto os outros ministros não.

Moraes reforçou o pedido, sustentando que o fato de a cópia estar lacrada não impede o compartilhamento, pois não há risco à cadeia de custódia do material original. "Porque trata-se de cópia, o que não impõe risco à preservação da cadeia de custódia do material original", escreveu.

Ao negar novamente, Mendonça justificou que a divulgação de todos os arquivos, neste momento, "resultaria na violação do dever estatal de investigar as condutas penalmente relevantes", comprometendo o sigilo e a eficiência da persecução penal. Ele ressaltou que todo o material utilizado para o julgamento está disponível, na íntegra, aos integrantes da Corte, e que levantou o sigilo de parte dos processos ligados a Vorcaro na quinta e nesta sexta-feira.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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