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Fux vota contra reunião de petições que miram Moraes e Mendonça; placar está 4 a 3

Ministro do STF defendeu que não há conexão entre os procedimentos por ausência de inquérito ou ação penal. Julgamento foi suspenso por pedido de vista de Flávio Dino.

Redação Juridia16 de setembro de 2026 · 1 min de leitura

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, votou nesta terça-feira (15/9) contra a redistribuição e organização das petições que discutem supostos ilícitos de integrantes da corte no caso do Banco Master. Para ele, sem inquérito ou ação penal, não é possível arguir conexão entre procedimentos.

O julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Flávio Dino. O placar era de 4 votos a 3 pela manutenção da decisão do presidente da corte, ministro Edson Fachin, que separou os julgamentos das duas petições. Os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli declararam-se impedido e suspeito, respectivamente.

O caso

A discussão começou após o ministro Gilmar Mendes, decano do STF, apresentar questão de ordem para propor a reunião da Petição 16.662, em que André Mendonça acusa Alexandre de Moraes, com a Petição 16.704, em que Moraes aponta irregularidades de Mendonça na condução do caso Master. A proposta foi levantada por sugestão de Flávio Dino, que entende que nenhuma legislação vigente permite que um ministro assuma a relatoria de outros integrantes do STF.

Fux, no entanto, afirmou que as questões são “absolutamente diferentes” e que não há precedente ou regra no Regimento Interno do STF para resolver a situação. Nesses casos, cabe ao presidente decidir como proceder — e Fachin teria dado a solução correta.

Impacto prático

Enquanto o julgamento não é retomado, seguem válidos os atos de Fachin à frente da Petição 16.704, incluindo a decisão de avocar a relatoria do caso. A definição sobre a reunião das petições poderá alterar o rito processual e a forma como as acusações serão analisadas pelo Plenário.

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