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Ex-ministro alertou Vorcaro sobre pagamento a escritório de mulher de Moraes, diz PF

Relatório da Polícia Federal tornado público por André Mendonça traz diálogo em que Fábio Faria alerta Daniel Vorcaro sobre atrasos em repasses ao escritório de Viviane Barci de Moraes.

Redação Juridia01 de setembro de 2026 · 2 min de leitura

Relatório da Polícia Federal tornado público nesta terça-feira (1º.set.2026) pelo ministro André Mendonça, do STF, traz mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que apontam para um alerta do ex-ministro das Comunicações Fábio Faria sobre cobranças atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes relacionadas a atrasos em repasses ao escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.

Em diálogo de 15 de março de 2024, Faria enviou uma captura de tela a Vorcaro e escreveu: "O careca não pode atrasar". As mensagens indicam que os valores eram tratados pelo banqueiro como o compromisso "mais importante" da instituição, com orientação para que fossem quitados "do jeito que for", mesmo sem emissão de nota fiscal.

As cobranças diziam respeito a parcelas mensais de um contrato assinado em janeiro de 2024 com o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia, representado por Viviane, no valor total de R$ 131 milhões. O acordo previa pagamento até o 5º dia útil de cada mês, mas os repasses de fevereiro e março daquele ano atrasaram. Vorcaro então cobrou integrantes da tesouraria do banco e afirmou que o descumprimento do calendário traria "problemas". Em abril de 2025, pediu restrição de acesso ao documento contratual na empresa para evitar vazamentos internos.

O relatório de 218 páginas foi produzido a partir da análise do celular de Vorcaro, apreendido na operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025 para investigar suspeitas de fraudes na venda de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB. Vorcaro foi preso na primeira fase da operação, em 18 de novembro de 2025. O documento foi entregue à Corte em 27 de agosto de 2026.

Procurados, o ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a defesa de Vorcaro não se manifestaram até a publicação. Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que seu compliance consultou o ministro sobre eventuais impedimentos legais à contratação e que ele jamais julgou causa envolvendo o Banco Master; por isso, o contrato foi assinado e os serviços prestados. A PF ressalva que a análise não é exaustiva, pois foi feita em 72 horas, e que parte dos diálogos ocorreu por mensagens de visualização única.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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