NotíciaPenal

Dino autoriza operação Make Up que apura repasse a produtora de 'Dark Horse'

STF autoriza 49 buscas sobre emendas e financiamento do filme; decisão cita R$ 1 milhão repassado produtora do longa e questiona lastro financeiro de deputado.

Redação Juridia10 de setembro de 2026 · 2 min de leitura

O ministro do STF Flávio Dino autorizou a Operação Make Up, executada na quinta-feira (10/9/2026) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A decisão autoriza 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal e impõe aos investigados a proibição de contato entre si. O inquérito, sob relatoria de Dino, apura possíveis irregularidades na execução de emendas parlamentares relacionadas à produção do filme "Dark Horse".

Repasse e contratação

No despacho, a decisão menciona um repasse de R$ 1 milhão feito pelo ex-marqueteiro Marcello Lopes, o "Marcelão", à Go Up Entertainment Ltda., produtora do longa. De acordo com relato, a transferência foi feita a pedido do deputado federal Mario Frias (PL-SP): "Mario Frias que pediu, estava desesperado", afirmou o ex-marqueteiro. O pagamento ocorreu em dezembro de 2025; o contrato de Marcelão com a Go Up, conforme divulgado, só foi assinado em junho de 2026 — um intervalo temporal que deve ser analisado na investigação.

Fluxo financeiro

A representação analisada pela PF aponta que a Go Up Entertainment movimentou R$ 19 milhões entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025. Entre os principais remetentes estão a NTT Brasil, com R$ 750 mil, e o deputado Mario Frias, que transferiu R$ 645,4 mil à produtora. No mesmo período, a corporação identificou saídas para hotelaria, alimentação e serviços de produção, incluindo um pagamento de R$ 906,7 mil ao Hotel Unique São Paulo. A PF destaca o que chamou de coincidência temporal entre as movimentações e as gravações do filme, realizadas em São Paulo preferentes de 20 de outubro a 7 de dezembro de 2025.

A investigação também questiona a comprovação financeira do citado. Segundo a PF, o rendimento mensal de Frias é de R$ 44.008,52, enquanto os repasses de R$ 645,4 mil teriam sido feitos em menos de 60 dias, valor considerado materialmente incompatível com a renda declarada e com os créditos Identificados em suas contas. Para a ayuntamento, o cenário colocaria o deputado além da condição de mero autor das emendas, posicionando-o como participante ativo da engrenagem financeira investigada, sem prejuízo das apurações documentais.

Contexto e desdobramentos

O caso envolve também o Instituto Conservador — ICB, destinatário de R$ 2 milhões provenientes de duas emendas de frias. O ICB repassou R$ 700 mil a Dinâmica Editora e ao Instituto Super Poder Educacional por meio do Termo de Fomento nº 971232, enquanto a NTT Brasil — do mesmo grupo empresarial — realizou transferências à produtora. As suspeitas perante os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios, em fase ainda inicial de apuração.

Procurado pelo gabinete de Frias, não houve manifestação até a publicação desta matéria. O conteúdo não trouxe novas tentativas de contato pelas partes envolvidas—o texto deve ser atualizado em novas posições públicas.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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