Seguranças que mataram ciclista no Rio se entregam e são presos por homicídio qualificado
Acusados de espancar ciclista até a morte em Copacabana, seguranças se apresentam à polícia. Crime é tratado como homicídio triplamente qualificado.

Os dois seguranças de rua acusados de agredir e matar o ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, apresentaram-se à polícia na quinta-feira (20). Eles eram procurados desde o crime, ocorrido na madrugada do dia 12 de agosto, na zona sul do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.
Conforme as investigações, os agentes de segurança particular abordaram a vítima em Copacabana, desconfiados de que a bicicleta que ela conduzia teria sido furtada. O ciclista, que possuía transtorno psicológico, teria respondido de forma hesitante, o que motivou a abordagem. As agressões duraram cerca de nove minutos, e a vítima foi deixada desacordada.
A vítima foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. O laudo apontou traumatismo craniano e hemorragia interna como causa da morte.
O delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), informou que os quatro envolvidos responderão por homicídio triplamente qualificado, pelas qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Dois outros suspeitos, que atuavam como entregadores e teriam participado das agressões, seguem foragidos.
A Justiça do Rio de Janeiro foi comunicada das prisões. As investigações continuam em andamento.
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