PL 3.080/2020: relator prevê aprovação de 'código do autismo' na Câmara ainda este ano
Deputado Fernando Marangoni afirma que proposta que consolida mais de 100 projetos sobre direitos de pessoas com TEA deve ser aprovada pela comissão especial ainda este ano.

O relator do Projeto de Lei 3.080/2020, deputado Fernando Marangoni (Podemos-SP), afirmou que a proposta deve ser aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados ainda neste ano. O texto, que consolida mais de 100 projetos apensados, busca instituir uma política pública nacional de direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo o parlamentar, a tramitação estava paralisada por um pedido de vista, mas o prazo já foi encerrado e o relatório está disponível no sistema. "Acreditamos que a aprovação deva vir logo", disse, em evento realizado em Brasília na terça-feira (27/10). A matéria tramita em caráter conclusivo na comissão especial; se aprovada, não precisará passar pelo plenário da Câmara, salvo se houver recurso de deputados, e seguirá diretamente ao Senado.
O PL 3.080/2020 estabelece normas para inclusão na educação, na cultura e no esporte, além de prever celeridade no diagnóstico, intervenções precoces e avaliação biopsicossocial. "O texto cria esse 'código do autismo', evitando que a pauta continue sendo tratada por meio de legislações fragmentadas", afirmou Marangoni.
Na área da saúde suplementar, a proposta prevê a possibilidade de atendimento terapêutico em domicílio ou em ambientes comunitários, mediante justificativa clínica. Atualmente, a cobertura obrigatória é restrita a estabelecimentos de saúde ou telessaúde. A gerente de Cobertura Assistencial e Incorporação de Tecnologias em Saúde (GCITS) da ANS, Marly Correa Peixoto, explicou a diretriz atual: "Nós temos hoje como posição da ANS essas restrições, que é a impossibilidade de realização desses procedimentos fora dos estabelecimentos de saúde ou em regime domiciliar."
Como se trata de uma previsão do relator, a aprovação ainda depende do colegiado. Advogados que atuam em direito à saúde e em causas envolvendo TEA devem acompanhar o desfecho da comissão especial, pois eventual aprovação pode ampliar o escopo da cobertura assistencial e consolidar normas hoje dispersas.
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