NotíciaPenal

PF usa conversas com ChatGPT para confirmar envolvimento de investigada no caso Master

A Polícia Federal analisou o histórico de conversas de Katherine Telles com o ChatGPT e considerou as perguntas como indício de seu envolvimento com o grupo de hackers ligado a Daniel Vorcaro.

Redação Juridia20 de setembro de 2026 · 1 min de leitura

A Polícia Federal (PF) utilizou o histórico de conversas de Katherine Telles com o ChatGPT como prova de seu envolvimento na investigação do caso Master. Segundo informações divulgadas pela revista Veja, a mulher, namorada de David Alves — apontado como líder do grupo de hackers “Os Meninos” — fez perguntas ao chatbot que indicavam conhecimento direto sobre os ataques digitais e sobre uma abordagem policial ocorrida em março.

Nas conversas, Katherine questionou o ChatGPT sobre a identidade dos hackers que agiam a mando de Daniel Vorcaro e fez referências a um carro apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Em uma das mensagens, ela afirmou: “Eu sou a pessoa que tava no carro, ele não era blindado kkk e não fomos presos”. A PF entendeu que essas perguntas demonstravam interesse específico em saber se as identidades dos envolvidos já haviam sido divulgadas publicamente.

As mensagens foram enviadas em abril, um mês após a abordagem da PRF que resultou na prisão de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, no âmbito da terceira fase da operação Compliance Zero. Sicário foi encontrado morto depois de preso. Katherine e David Alves foram alvo da sexta fase da mesma operação: ele foi preso, e ela sofreu busca e apreensão.

De acordo com a PF, a análise do histórico da conta de Katherine no ChatGPT ocorreu somente após o cumprimento das medidas cautelares. O relatório policial aponta que as perguntas feitas ao chatbot sugerem que ela buscava verificar o grau de conhecimento público sobre os fatos e sua possível identificação no episódio. O caso reforça a crescente utilização de registros de interações com ferramentas de inteligência artificial como elemento probatório em investigações criminais.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

Juridia

Analise como isso afeta os seus casos

Crie sua conta e ganhe 1 semana grátis da ferramenta de IA jurídica.

Comentários

Entre na comunidade para comentar e interagir.

Carregando comentários…