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Monitoramento registra 415 novas bets ilegais após MP que proibiu apostas

Plataforma Bet Legal identificou 710 sites não autorizados de apostas até domingo (27.set), ante 295 na véspera da proibição. SPA encaminhou 57.691 endereços à Anatel.

Redação Juridia28 de setembro de 2026 · 2 min de leitura

Levantamento divulgado pela plataforma Bet Legal, em parceria com a empresa de cibersegurança Iron Security, aponta que 415 novos sites não autorizados de apostas online surgiram no Brasil após a edição da medida provisória que proibiu as bets e o jogo do “Tigrinho”. O monitoramento registrou 295 domínios irregulares até as 18h de sexta-feira (25.set.2026), quando a proibição foi anunciada. No domingo (27.set), às 19h10, o número já era de 710 — uma alta de 141% em dois dias.

O pico de criação de novas páginas ocorreu no sábado (26.set), um dia após a assinatura da MP: 294 novos sites. Os dados começam em 21 de setembro e mostram a seguinte série: 21.set (103), 22.set (168), 23.set (1), 24.set (0), 25.set (79, sendo 56 após a proibição), 26.set (294) e 27.set (65). A plataforma ressalta que os números não correspondem necessariamente a uma empresa, pois cada operador pode utilizar dezenas de variações de um mesmo domínio.

Metodologia do monitoramento

O sistema da Bet Legal cruza dados do Diário Oficial da União, diários estaduais e notificações enviadas à Anatel. As verificações técnicas analisam conectividade, uso de protocolo seguro e titularidade dos registros. A classificação das páginas inclui categorias como autorizada (nacional ou estadual), operação por decisão judicial, requerimento em análise, saiu da lista oficial/suspensa, não consta nas listas de autorização, constou em lista de bloqueio (Anatel) e inativa/em verificação.

A SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas) encaminhou 57.691 endereços para restrição pela Anatel entre 1º de janeiro e 22 de setembro de 2026. O Ministério da Fazenda informou que mais de 78 mil domínios não autorizados foram bloqueados no país, combinando restrição técnica e corte do fluxo financeiro das empresas irregulares.

Reação da associação

A ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) declarou, no perfil do movimento Todos Contra o Ilegal, que a proibição não extingue o mercado clandestino. “Sem autorização, sem as mesmas obrigações regulatórias e operando à margem da fiscalização brasileira, o mercado clandestino continua encontrando espaço”, publicou a entidade. O presidente da associação, Plínio Lemos Jorge, afirmou que o avanço das páginas informais era previsível e que o efeito concreto da medida foi atingir as empresas legalizadas, que “recolhiam impostos, estavam submetidas à fiscalização e eram obrigadas a adotar mecanismos de controle e proteção de públicos vulneráveis, como crianças e adolescentes”.

Cronograma da proibição

A MP, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, determinou o encerramento das plataformas de apostas esportivas e jogos online não autorizadas a partir de 25 de setembro. O cronograma de implementação prevê: 25.set.2026 – proibição de novas apostas; 5.out.2026 – prazo final para saque de saldos e retirada de publicidade e patrocínios; 6.out.2026 – encerramento do acesso às plataformas; 7 a 8.out.2026 – consolidação das informações de saldos por CPF; 9 a 14.out.2026 – devolução integral dos valores via sistema bancário; a partir de 14.out.2026 – intermediação dos pagamentos pendentes pela Caixa Econômica Federal.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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