Mineração: licenciamento de 10 a 15 anos é o principal entrave, diz diretor da Vale
Diretor de Relações Institucionais da Vale aponta demora de 10 a 15 anos em licenciamentos e avalia a Lei 15.506/2026, que institui a PNMCE.

Durante o JOTA Global, realizado em Nova York em 23 de setembro, o diretor de Relações Institucionais da Vale, Kennedy Alencar, apontou o licenciamento como o principal gargalo da mineração no Brasil. Segundo ele, os projetos do setor são de longo prazo e exigem de 10 a 15 anos para obtenção das licenças no país, o que restringe a entrada de novas operações.
O executivo também comentou a Lei 15.506/2026, que instituiu a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), sancionada na semana anterior ao evento. Para Alencar, a nova legislação está alinhada ao que outros países vêm adotando. "A lei é muito boa", afirmou, acrescentando que "a regulamentação será muito importante".
Alencar defendeu ainda o fortalecimento da Agência Nacional de Mineração (ANM) e destacou que o Brasil precisa processar as reservas, e não apenas identificá-las. Ele mencionou a intenção do governo de agregar valor à produção de terras raras, mas ponderou que a tarefa é complexa: "A China levou 30 anos para conquistar o mercado", lembrou.
Por fim, o diretor disse que a mineração precisa demonstrar saldo positivo para a sociedade, indo além do discurso sobre a essencialidade dos minerais. "Não gosto de dizer mineração sustentável, porque não é um recurso renovável. Mas gosto de usar o termo mineração legal e responsável", pontuou.
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