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Governo enviará MP do Imposto Seletivo ao Congresso nesta terça, diz Durigan

Ministro da Fazenda afirma que medida provisória com regras do Imposto Seletivo para 2027 será enviada ao Congresso nesta terça-feira; acordo mantém carga do IPI.

Redação Juridia03 de novembro de 2026 · 1 min de leitura

O Ministério da Fazenda encaminhará ao Congresso Nacional, nesta terça-feira (3/11/2026), a medida provisória que define as regras do Imposto Seletivo para 2027. A informação foi dada pelo ministro Dario Durigan a jornalistas, em Brasília. Segundo ele, a proposta já saiu da pasta e depende de despacho com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durigan afirmou que houve acordo com os setores afetados para manter a carga tributária do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) durante a transição. A medida visa preservar a arrecadação enquanto ocorre a substituição dos tributos. O Imposto Seletivo, criado pela reforma tributária, incidirá sobre produtos e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Transição em 2027

O governo também pretende enviar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para prorrogar o IPI exclusivamente para os setores afetados durante a transição. A proposta precisa ser aprovada até o fim de 2026. Durigan mencionou a manutenção do IPI em janeiro e fevereiro para evitar perda de arrecadação antes da incidência do novo imposto. A MP estabelecerá regras transitórias para 2027, enquanto a regulamentação permanente, com vigência a partir de 2028, será discutida pelo Congresso.

Alíquota da CBS

O ministro negou que a demora na regulamentação do Imposto Seletivo tenha elevado a alíquota da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Ele citou números do TCU: alíquota máxima de 11,3% e média de 8,5%, comparando com a proposta de 12% do ex-ministro Paulo Guedes. Durigan afirmou que a redução futura dependerá da revisão de exceções e regimes tributários favorecidos. "É preciso fazer revisões nas exceções e nos regimes beneficiados, para que a gente consiga mexer na alíquota", disse. O ministro indicou que essa discussão poderá começar em 2027, mas descartou uma redução imediata por razões técnicas.

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