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Erika Hilton e Sofia Favero acionam MPSP contra Tarcísio após fala de Vorcaro

Deputada federal e candidata estadual do Psol pedem ao Ministério Público de São Paulo que investigue suposta propina em doação eleitoral mencionada em proposta de delação de Daniel Vorcaro.

Redação Juridia05 de setembro de 2026 · 2 min de leitura

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) e a candidata a deputada estadual Sofia Favero (Psol-SP) apresentaram representação ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A informação foi originalmente divulgada pelo Metrópoles e reproduzida pelo Poder360.

O pedido ocorre depois que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, afirmou em uma proposta de delação premiada que doação feita à campanha de Tarcísio teria sido negociada como propina. Segundo o ex-banqueiro, R$ 2 milhões enviados à campanha do governador e R$ 3 milhões destinados ao ex-presidente Jair Bolsonaro estariam relacionados à negociação. Os valores teriam sido repassados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado na operação Compliance Zero. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, e Tarcísio negam qualquer irregularidade.

Pedidos ao MPSP

Na representação, as autoras pedem que o órgão rastreie a procedência dos R$ 2 milhões transferidos por Zettel para a campanha de Tarcísio e investigue a versão apresentada por Vorcaro sobre a participação de Kassab. A deputada cita a possibilidade de crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e violações relacionadas ao sistema financeiro nacional.

A ação também questiona a atuação da PKL One Participações, empresa responsável pelo cartão Credcesta e ligada ao Banco Master. Segundo as autoras, a companhia permaneceu operando no sistema estadual de consignados por mais de três anos durante a atual gestão e passou por dois recadastramentos, com suspensão do credenciamento apenas em fevereiro de 2026, após a identificação de irregularidades envolvendo o Master.

Outro lado

Ao Poder360, Kassab refutou o relato com veemência: “Nunca tratei de doações com Augusto Lima ou Daniel Vorcaro. Aliás, não tenho qualquer relação com Daniel Vorcaro, nunca falei com ele, pessoalmente ou por telefone. Conheço Augusto Lima e Thiago Botelho, mas nunca tratei sobre o Credcesta. Não participei ou recebi nenhuma doação de Vorcaro, de Lima, ou Botelho. Nunca recebi valores em espécie. São relatos que desconheço a origem e que não têm qualquer sustentação factual”.

A defesa de Augusto Lima disse que não comentaria as declarações, classificando-as como “absurdas”. Em nota enviada ao Poder360, Tarcísio afirmou que a campanha de 2022 teve mais de 600 doadores e foi conduzida em estrita observância à legislação eleitoral, com prestação de contas aprovada pela Justiça Eleitoral. O governo estadual também negou irregularidades no credenciamento da PKL, afirmando que a habilitação ocorreu em maio de 2022, na gestão anterior, e que a suspensão das operações se deu em 19 de fevereiro de 2026, após a liquidação extrajudicial da empresa pelo Banco Central. Segundo a administração, o credenciamento não constitui contrato com o Estado nem envolve repasse de recursos públicos.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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