TSE manda Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, apagar vídeo sobre Lula

TSE ordena que Alfredo Gaspar remova do Instagram, em 24 horas, vídeo em que acusa Lula de receber propina; Meta deve remover conteúdo se ordem não for cumprida.

Redação Juridia11 de outubro de 2026 · 2 min de leitura

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou no sábado (10.out.2026) que Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), apague em até 24 horas um vídeo publicado no Instagram. Na gravação, Gaspar acusa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de receber propina. A decisão prevê multa diária em caso de descumprimento e determina que a Meta, controladora do Instagram, remova o conteúdo no mesmo prazo se a ordem não for cumprida.

A decisão foi assinada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze. O vídeo, publicado na sexta-feira (9.out.2026), afirma que Lula teria cobrado R$ 1 bilhão em propina para permitir que o empresário Daniel Vorcaro tivesse acesso a fundos de pensão federais. A gravação também menciona um investimento de R$ 30 milhões e cita o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), e o senador Jaques Wagner (PT).

As acusações têm origem em reportagem da revista Veja, divulgada na mesma sexta-feira. Segundo a publicação, Vorcaro teria admitido a liberação de R$ 30 milhões em dinheiro vivo para o Instituto Lula financiar um documentário sobre o presidente. A revista também divulgou um áudio atribuído ao ex-banqueiro. Lula negou ter solicitado ou recebido vantagem financeira de Vorcaro, assim como ter autorizado terceiros a receber recursos em seu nome. A campanha do presidente contestou as acusações e anunciou medidas judiciais.

O advogado Daniel Bialski, que integra a defesa de Vorcaro, confirmou à revista que a voz em um dos áudios é de seu cliente, mas disse desconhecer quando e em quais circunstâncias a gravação foi feita. O reconhecimento da voz não comprova a veracidade do relato nem a existência do pagamento mencionado. Antes da publicação do vídeo, a Polícia Federal afirmou que Vorcaro não prestou depoimento com o teor descrito na reportagem, nem entregou à instituição anexos, documentos ou informações com aquele conteúdo.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também informou que não houve depoimento oral nem contato direto com Vorcaro. As tratativas foram conduzidas pelos advogados do investigado, e o órgão afirmou que rejeitou a proposta de delação premiada apresentada por ele. Ao fundamentar a decisão, Bellizze afirmou que a publicação ultrapassa os limites da crítica política legítima. Segundo o ministro, faltam provas para sustentar as acusações de envolvimento de Lula em organização criminosa e na prática de crimes graves.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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