TSE determina remoção de posts de Flávio Bolsonaro e Nikolas sobre Lulinha

Decisão por maioria dá 24 horas para retirada de publicações que associam Lula a suspeitas sobre o filho. Relator votou contra.

Redação Juridia16 de outubro de 2026 · 2 min de leitura

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta quinta-feira (15.out.2026) a remoção de publicações do PL, do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a suspeitas envolvendo seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no âmbito das investigações sobre fraudes no INSS. A decisão, tomada por maioria, estabelece prazo de 24 horas para a retirada ou indisponibilização dos conteúdos.

Entre os conteúdos, há referência ao possível recebimento de R$ 300 mil por Lulinha. Conforme reportagem do Poder360 de 4 de dezembro de 2025, Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, afirmou em depoimento à Polícia Federal que o filho do presidente recebeu cerca de R$ 300 mil mensais e aproximadamente R$ 25 milhões. Para o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, as postagens associam indiretamente Lula a uma possível prática criminosa sem suporte factual. Ele foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli e Estela Aranha.

O relator do caso, ministro André Mendonça, votou pela manutenção dos conteúdos, por considerar que as referências às investigações do INSS têm respaldo em notícias e apurações sobre o caso. Ele ficou vencido. A ordem deve ser cumprida no prazo estipulado.

O caso teve repercussão em dezembro de 2025, quando o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, citou cinco pagamentos de R$ 300 mil feitos por empresas ligadas ao Careca do INSS à empresa da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. As transferências somaram R$ 1,5 milhão, segundo as investigações. Mensagens analisadas pela Polícia Federal registraram referência ao destinatário de um dos pagamentos como "o filho do rapaz", expressão que, segundo documentos obtidos pelo Poder360, se referia a Lulinha.

A Polícia Federal afirmou, na ocasião, que não havia encontrado evidências de prestação de serviços por parte de Roberta. A lobista declarou, por meio de seu advogado, que nunca teve relação com os descontos do INSS e que as tratativas comerciais com a empresa do Careca não prosperaram. O advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, classificou as acusações como "absolutamente pirotécnicas e improváveis" e afirmou que seriam uma tentativa de desgastar a imagem do filho do presidente. As campanhas de Flávio e de Lula, assim como a equipe de Nikolas, foram procuradas pelo Poder360, mas não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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