TSE autoriza reativação do canal 'Exército do Lula' após registro na Justiça Eleitoral

Presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, libera retomada do canal de WhatsApp administrado por André Janones após campanha de Lula registrar a página na Corte; reativação deve ocorrer em 48 horas.

Redação Juridia13 de outubro de 2026 · 2 min de leitura

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, autorizou a retomada do funcionamento do canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A liberação ocorreu depois que a campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou o canal na Corte Eleitoral, medida que o próprio ministro havia exigido.

Na terça-feira (13/10), Kassio havia suspendido o canal pela segunda vez, sob o argumento de ausência de registro. A decisão foi tomada em processo administrativo, que não passa pelo crivo do plenário do TSE. Com o registro da página, o ministro entendeu que o fundamento da restrição deixou de existir.

"Autorizo a retomada do funcionamento do canal Exército do Lula, após o decurso do intervalo de 48 horas contado da comunicação efetuada nos autos do registro de candidatura", decidiu. A reativação, portanto, fica condicionada ao cumprimento do prazo de 48 horas, previsto em resoluções do TSE.

Na decisão, Kassio também afirmou: "A ausência de comunicação foi o fundamento suficiente da restrição imposta na decisão de 13 de outubro de 2026. Suprida a omissão, desaparece o suporte fático que a sustentava, e a manutenção da suspensão integral deixaria de corresponder à providência menos gravosa apta a fazer cessar a irregularidade".

O caso, porém, já havia passado por idas e vindas. No sábado (11/10), o presidente do TSE determinou a suspensão total do canal, mas a decisão foi derrubada horas depois pelo corregedor da Corte, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que recolocou a página no ar. Cueva argumentou que Kassio não poderia ter suspendido o canal em processo administrativo, uma vez que o caso já era analisado em processo judicial regular de sua relatoria. Ao reexaminar o caso na terça-feira, Kassio considerou que a falta de comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral era suficiente para nova suspensão.

O canal "Exército do Lula" reúne 4,3 milhões de inscritos. Janones, que foi reeleito deputado federal, acusa a Justiça Eleitoral de censura e favorecimento à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário de Lula na disputa presidencial.

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