Nunes Marques reconhece cumprimento de ordem pela campanha de Lula e dá 24h à Meta
Presidente do TSE reconheceu que campanha de Lula registrou canal 'Exército do Lula' e deu prazo de 24 horas para Meta se manifestar após questionamento de Flávio Bolsonaro.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, reconheceu nesta terça-feira (13/10) que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpriu a ordem judicial que determinava o registro do canal de WhatsApp 'Exército do Lula' à candidatura. A vinculação havia sido determinada na manhã do mesmo dia.
Na decisão, o ministro também deu prazo de 24 horas para a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, se manifestar. O pedido de esclarecimentos atende a questionamento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que contesta o relatório da área técnica do TSE em que não foram apontadas irregularidades no canal administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG).
De acordo com a campanha de Flávio, a conclusão da unidade técnica teria sido limitada pela metodologia empregada: a análise teria ficado restrita a textos, prévias de links e áudios transcritos, sem considerar o conteúdo integral dos vídeos divulgados nem as plataformas de destino.
A defesa também alega que a verificação ocorreu em janela posterior à divulgação de conteúdos inverídicos e depois da exclusão de 499 mensagens pelo próprio administrador. Sustenta, ainda, que o canal funcionaria como instância de comando de mobilizações executadas em outras plataformas.
Com a decisão, a Meta terá de apresentar esclarecimentos no prazo estipulado.
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