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Lula defende quebra completa de sigilo das investigações do caso Master

Presidente pede urgência na quebra do sigilo de todos os envolvidos no caso Master e classifica investigação como o maior crime financeiro da história do Brasil.

Redação Juridia09 de setembro de 2026 · 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (9), a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master. Em publicação nas redes sociais, o presidente classificou a investigação como “o maior crime financeiro da história do Brasil” e pediu que a medida seja adotada com urgência. A manifestação ocorre em meio a uma grave crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo decisões relacionadas ao caso e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Na publicação, Lula afirmou que “o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”. O presidente também cobrou transparência e criticou vazamentos seletivos que, segundo ele, impactam a disputa eleitoral. “O Brasil precisa saber a verdade”, concluiu, defendendo que a quebra do sigilo seja completa, “seja quem for, doa a quem doer”.

Contexto da crise

A crise no STF veio à tona com a retirada do sigilo, pelo ministro André Mendonça, de relatórios parciais da Operação Compliance Zero, da qual é relator e que tem como alvo a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro.

No material divulgado constam 52 mensagens que os investigadores do caso dizem terem sido enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra proximidade com o ministro e aparenta ter encaminhado a ele um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes.

Até o momento, Moraes nega qualquer contato com o ex-banqueiro. Após a divulgação do material, o ministro tornou público um “relatório de inteligência” da Polícia Federal segundo o qual Mendonça sugere direcionamento contra desafetos políticos na condução do caso Master. O pedido presidencial, contudo, não substitui uma decisão judicial sobre o sigilo das investigações.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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