Latam confirma vazamento de dados de clientes do programa de fidelidade

A Latam informou que uma falha de segurança expôs dados pessoais de participantes do Latam Pass. A empresa comunicou os afetados e a ANPD, conforme a LGPD.

Redação Juridia21 de agosto de 2026 · 1 min de leitura

A Latam Airlines Brasil confirmou, na quarta-feira (19.ago.2026), que uma falha de segurança provocou o vazamento de dados pessoais de clientes vinculados ao seu programa de fidelidade, o Latam Pass. A informação foi divulgada em nota oficial, na qual a companhia detalha o incidente e as providências adotadas.

Segundo a empresa, os dados expostos incluem nome completo, data de nascimento, e-mail, telefone, endereço residencial, número de sócio do Latam Pass, categoria no programa, saldo de milhas, pontos qualificáveis, além dos seis primeiros e quatro últimos dígitos do cartão de crédito, bandeira, nome do titular e data de validade. A companhia não informou quantos clientes foram atingidos, limitando-se a dizer que se trata de "uma parcela limitada" dos membros.

A Latam afirmou que identificou a situação e, em cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), comunicou os clientes potencialmente afetados e notificou a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A empresa também declarou que adotou "medidas imediatas de contenção e cibersegurança" após a detecção do incidente.

Implicações para os advogados

O caso reforça a necessidade de as empresas observarem os deveres de notificação previstos no artigo 48 da LGPD, que exige a comunicação à ANPD e aos titulares sempre que houver risco ou dano relevante. Para os profissionais do direito, a omissão quanto ao número exato de afetados pode levantar questionamentos sobre a extensão do risco e a adequação da medida de contenção.

A companhia destacou que mantém "processos contínuos de avaliação e aprimoramento de seus sistemas e controles de proteção de dados", o que pode ser relevante em eventual análise de responsabilidade civil ou administrativa. Advogados que atuam com clientes atingidos devem verificar se a comunicação individual foi efetiva e se há indícios de uso indevido das informações expostas.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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