Guia com 14 recomendações de jovens busca orientar regulamentação do ECA Digital

Lançado por frente parlamentar e institutos, o guia 'A gente usa, a gente decide' reúne propostas de jovens para a regulamentação do ECA Digital.

Redação Juridia30 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Foi lançado o guia "A gente usa, a gente decide", elaborado pela Frente Parlamentar Mista para Promoção da Saúde Mental em parceria com o Instituto de Estudos para Políticas de Saúde e o Juntô – Iniciativa Brasileira de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes. O material reúne 14 recomendações construídas a partir da escuta de jovens de várias regiões do país e tem como objetivo apoiar a regulamentação do ECA Digital com base na experiência do usuário.

Em declaração divulgada no lançamento, o presidente da frente parlamentar, deputado Pedro Campos (PSB-PE), afirmou que o guia é "fundamental" para levar a perspectiva das juventudes aos tomadores de decisão. "E que a gente possa sempre assegurar que o ambiente digital seja um espaço de garantia de saúde mental e não um espaço de adoecimento dessas populações", disse.

Núbia Ribeiro, do Juntô, destacou um dos problemas relatados pelos jovens: a dificuldade de desativar contas em redes sociais. "Muitos jovens relataram que criaram uma conta e, a partir de um certo tempo, não conseguiam mais sair. Entravam em um estado de má relação com a rede, onde queriam desativar a conta e não conseguiam", afirmou. Segundo ela, a situação passou a ser compreendida como um "problema de política pública".

O documento propõe os seguintes temas para a regulamentação:

  • segurança por idade e supervisão parental;
  • limitação de mecanismos de retenção;
  • desativação de notificações por padrão;
  • controle efetivo de tempo de uso;
  • sistemas de denúncia eficazes e acessíveis;
  • redução da lógica de competição social;
  • algoritmos orientados ao bem-estar;
  • proteção contra cyberbullying e outras formas de violência digital;
  • proteção contra padrões irreais de aparência;
  • educação midiática integrada às plataformas;
  • transparência e responsabilização no uso de IA;
  • combate à desinformação e conteúdos enganosos;
  • diversidade e equilíbrio informacional;
  • design orientado ao desenvolvimento saudável.

A íntegra do documento foi disponibilizada em PDF.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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