Erika Hilton pede ao TSE suspensão do canal 'Tropa do Flávio' no WhatsApp

Deputada Erika Hilton pede ao TSE a suspensão do canal 'Tropa do Flávio' no WhatsApp, com base na ausência de registro eleitoral; canal de apoio a Flávio Bolsonaro teria compartilhado desinformação.

Redação Juridia14 de outubro de 2026 · 2 min de leitura

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (13.out.2026), pedido de suspensão do canal 'Tropa do Flávio' no WhatsApp. A parlamentar usa a mesma fundamentação já invocada contra o canal 'Exército do Lula': a ausência de registro do canal na Justiça Eleitoral.

Segundo a deputada, o canal é gerido pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e atua em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Ela afirma que o canal publicou imagens falsas de uma jovem durante ato no domingo (11.out) e uma imagem gerada por inteligência artificial com conteúdo racista, representando uma mulher negra limpando o vidro de uma estação de metrô na avenida Paulista. “Mas somente o canal de apoio a Lula e seus 4 milhões de membros estão sendo censurados pelas decisões do presidente do TSE”, disse a deputada.

O 'Tropa do Flávio' entrou no ar em 6 de outubro, um dia após a criação do 'Exército do Lula'. Segundo os dados divulgados, o canal de apoio a Flávio reúne cerca de 1,5 milhão de seguidores, enquanto o canal lulista chegou a 4,3 milhões.

Contexto

O canal 'Exército do Lula', criado por André Janones, foi suspenso em 11 de outubro por decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e restabelecido no mesmo dia pelo corregedor-geral, Ricardo Villas Bôas Cueva. Na terça-feira, Nunes Marques voltou a determinar a suspensão e fixou condições para reativação, entre elas comunicar o endereço do canal à Justiça Eleitoral no processo de registro da candidatura ou coligação, comprovar a providência nos autos e observar o prazo regulamentar de 48 horas.

A campanha de Flávio Bolsonaro é autora do processo que pede a suspensão do 'Exército do Lula', sob alegação de que o canal espalhava desinformação contra o candidato. O parlamentar nega as acusações. Um relatório técnico do TSE não identificou, nas mensagens analisadas entre 2 e 11 de outubro, os conteúdos falsos apontados no processo, mas observou que a remoção prévia de mensagens pode ter comprometido a verificação. Janones admitiu ter apagado aproximadamente 500 mensagens.

Até a publicação desta matéria, a assessoria de Nikolas Ferreira não havia respondido ao pedido de manifestação da reportagem.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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