Corregedor do TSE suspende decisão que derrubou canal 'Exército do Lula' no WhatsApp

Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva suspendeu a decisão do presidente do TSE que determinou a retirada do canal 'Exército do Lula' do WhatsApp. Canal de Janones pode voltar a funcionar até julgamento pelo plenário.

Redação Juridia12 de outubro de 2026 · 1 min de leitura

O corregedor-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu neste domingo (11.out.2026) a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que havia determinado a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp. Com a nova decisão, o canal administrado pelo deputado federal André Janones (Rede Sustentabilidade-MG), que reúne 3,3 milhões de seguidores, pode voltar a funcionar até que o plenário do tribunal analise o caso.

Cueva autorizou a retomada das publicações e a entrada de novos seguidores, mas impôs condição: Janones não pode divulgar nem reproduzir conteúdos cuja ilicitude já tenha sido reconhecida pela Justiça Eleitoral. A decisão foi tomada após Nunes Marques, na manhã deste domingo, atender a pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, que acusa o deputado de usar a estrutura para disseminar informações falsas.

Segundo a campanha de Flávio, o canal reproduzia afirmações consideradas falsas pela Justiça Eleitoral, como mensagens sobre uma possível redução de aposentadorias e a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida caso o candidato seja eleito presidente. Nunes Marques argumentou que a estrutura poderia ampliar a disseminação de conteúdos irregulares às vésperas do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

No sábado (10.out), Cueva havia determinado que a campanha de Flávio apresentasse informações complementares sobre as acusações antes da análise dos pedidos de suspensão. A decisão de Nunes Marques, porém, foi tomada antes da conclusão dessa etapa. Ao restabelecer o canal, Cueva afirmou que a campanha ainda precisa complementar as informações para justificar as medidas solicitadas.

O corregedor também manteve a tramitação da ação que envolve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Janones. Os envolvidos deverão apresentar defesa no prazo determinado pelo tribunal.

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