Caso Master domina redes e expõe Moraes em nível crítico, aponta DSC LAB
Levantamento da DSC LAB mostra que o caso Master gerou 1,46 bilhão de visualizações nas redes, com Moraes em criticidade máxima e Flávio Bolsonaro à frente entre presidenciáveis.

O caso Master e seu controlador, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, concentraram 76.208 publicações públicas no Facebook e no Instagram entre 31 de agosto e 8 de setembro, segundo levantamento da DSC LAB para o Relatório Brasil. O conteúdo somou 111,1 milhões de interações e 1,46 bilhão de visualizações, indicando forte repercussão do tema no debate público digital.
Entre os ministros do STF, Alexandre de Moraes foi o mais citado, com 40.956 publicações, 65,9 milhões de interações e 807,5 milhões de visualizações. André Mendonça aparece em seguida, com 28.102 publicações e 602,3 milhões de visualizações, seguido por Edson Fachin, com 8.299 publicações e 189,1 milhões. Ao todo, 48.340 publicações mencionaram ao menos um ministro da Corte, o equivalente a 63,4% do debate analisado.
A DSC LAB classificou Moraes em nível crítico de criticidade (84,51 pontos) e risco (86,13). Mendonça ficou em nível alto, com 71,40 e 72,84 pontos, respectivamente, enquanto Fachin atingiu nível moderado. Segundo o levantamento, a exposição de Moraes está ligada principalmente às mensagens, contatos e contratos mencionados no caso e à pressão por investigação, afastamento e sanções. Mendonça ganhou projeção tanto pela retirada do sigilo quanto pela pressão sobre sua permanência na relatoria.
No recorte presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) lidera em publicações, interações e visualizações: 7.766 posts, 11,4 milhões de interações e 136,7 milhões de visualizações. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em seguida, com 6.251 publicações, 8,4 milhões de interações e 117,8 milhões de visualizações. Os dois mobilizam volume similar de publicadores, mas o conteúdo associado a Flávio registra 24,2% mais publicações e 35,2% mais interações.
Para Tiago Falqueiro, coordenador da DSC LAB, Flávio enfrenta o risco de recorrência de conteúdos que associam sua imagem ao Banco Master e ao componente político do caso. Segundo ele, o episódio abre espaço para transferir o desgaste envolvendo Moraes e o STF para o governo, em ambiente no qual qualquer manifestação — ou a ausência dela — pode ser incorporada ao debate político e transformada em argumento eleitoral. Lula, embora não apareça no documento policial examinado, entra na discussão pela relação com o STF, pela atuação do governo diante da crise e pelo confronto eleitoral com a família Bolsonaro.
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