Canal 'Exército do Lula' é suspenso por 48 horas após decisão de Kassio Nunes Marques

WhatsApp de apoio a Lula, com mais de 4 milhões de inscritos, fica suspenso por 48 horas; retomada exige registro e identificação de responsável pela propaganda eleitoral.

Redação Juridia14 de outubro de 2026 · 2 min de leitura

O canal de WhatsApp "Exército do Lula" foi suspenso na noite de terça-feira (13/10/2026), após decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. A ferramenta, que reúne mais de 4 milhões de inscritos e é coordenada pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), poderá voltar a funcionar após o prazo de 48 horas previsto em resolução da Corte Eleitoral.

Segundo a decisão, o ministro reconheceu o registro formal do canal pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas manteve a suspensão das atualizações e da entrada de novos seguidores até o fim do prazo. A retomada também ficou condicionada ao cumprimento das normas de identificação do responsável pela propaganda eleitoral. O caso foi apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que questionou a regularidade e o funcionamento do canal.

Inicialmente, Nunes Marques havia determinado a suspensão integral da ferramenta. Depois que a campanha de Lula formalizou o registro do endereço eletrônico, as exigências foram consideradas cumpridas. Em manifestação ao TSE, a defesa de Lula afirmou que o registro foi feito apenas para cumprir a determinação e que não implica assunção da administração do canal nem reconhecimento de que ele integrava a propaganda eleitoral da candidatura. Segundo os advogados, o canal foi criado e é administrado por Janones, sem supervisão direta da campanha.

Antes da decisão, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, havia defendido que a discussão fosse levada ao plenário do TSE, em sessão presencial ou virtual. Ele citou a proximidade do segundo turno e a necessidade de uma solução colegiada para delimitar as competências da Presidência e da Corregedoria-Geral Eleitoral. A disputa ocorre em meio a decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral.

Em vídeo publicado no Facebook, Janones criticou a suspensão e disse que o canal "nunca divulgou fake news". O deputado também questionou se a retirada do ar

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