Big techs apresentam ao TSE planos contra deepfakes e voto direcionado
Google, Meta, X, Kwai, Mercado Livre e outras plataformas entregaram medidas de combate à desinformação eleitoral, incluindo rotulagem de IA e restrições a recomendações político-partidárias.

As principais plataformas digitais que atuarão nas eleições brasileiras de 2026 entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seus planos de conformidade com a Resolução 23.610, que regula a propaganda eleitoral. Os documentos, obtidos pelo JOTA, detalham mecanismos para identificar conteúdos gerados por inteligência artificial (IA) e impedir que algoritmos favoreçam candidaturas.
Entre as medidas comuns, a maioria das empresas adotou sistemas de rotulagem automática para material sintético. A Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, informou que exige divulgação obrigatória de qualquer conteúdo digitalmente alterado e afirmou usar padrões do setor para detectar IA de terceiros. O YouTube, do Google, determina que criadores declarem uso de IA em vídeos fotorrealistas, especialmente quando simulem falas ou ações de pessoas reais.
O X (antigo Twitter) destacou que seu assistente Grok possui mecanismos de recusa para não gerar respostas que recomendem candidatos ou partidos. A empresa também afirmou aplicar varreduras proativas para identificar tendências de abuso e ajustar suas políticas de moderação de forma adaptativa, com revisão humana de denúncias.
A OpenAI, responsável pelo ChatGPT, declarou que seu modelo é treinado para manter neutralidade política, evitando manipulação de opiniões ou respostas que favoreçam qualquer lado. O Mercado Livre, por sua vez, aplica diretrizes que proíbem produtos que incitem ódio ou discriminação, citando como exemplo itens com simbologia da Ku Klux Klan.
O Kwai informou que combate comportamento inautêntico coordenado, com medidas proporcionais que vão desde redução de distribuição até remoção de perfis falsos. As ações podem ser contestadas pelos usuários, conforme o fluxo interno da plataforma.
Os planos estão em análise pela Corte, que verificará se as medidas atendem aos requisitos da resolução. A entrega dos documentos é obrigatória para todas as plataformas com atuação relevante no país, e o descumprimento pode gerar sanções durante o período eleitoral.
Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.
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