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Pesquisa do IBGE revela perfil dos trabalhadores por aplicativos no Brasil

Levantamento inédito do IBGE mostra que 2 milhões de pessoas atuam por plataformas digitais no país, com alta informalidade e jornadas mais longas que a média.

Redação Juridia04 de setembro de 2026 · 1 min de leitura

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (4), a edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua sobre trabalho por plataformas digitais. O levantamento, de caráter experimental, identificou que cerca de 2 milhões de pessoas com 14 anos ou mais realizaram algum trabalho por meio de aplicativos em 2025.

Perfil e crescimento

Entre os trabalhadores que utilizam aplicativos como ocupação principal, o contingente foi de 1,8 milhão, o que representa um crescimento de 9,1% em relação a 2024 e de 36,8% na comparação com 2022. A pesquisa também apontou que 84,4% desses trabalhadores são homens e 47% têm entre 25 e 39 anos. O principal motivo apontado para atuar por plataformas foi a dificuldade de encontrar outro trabalho, seguido por flexibilidade e rendimento.

Rendimento e jornada

O rendimento médio mensal dos trabalhadores por aplicativos foi de R$ 3.147, valor semelhante ao dos demais trabalhadores do setor privado (R$ 3.148). No entanto, a jornada semanal média foi de 44,7 horas, superior às 39,3 horas dos não plataformizados. Essa diferença resulta em um rendimento por hora menor: R$ 16,2 para quem atua por apps, contra R$ 18,4 dos demais trabalhadores.

Informalidade e previdência

Os dados revelam que 72,1% dos trabalhadores por aplicativos estão na informalidade, enquanto entre os não plataformizados esse índice é de 42,7%. A cobertura previdenciária também é desigual: apenas 34% dos plataformizados contribuem para institutos de previdência, ante 63% dos demais trabalhadores. Esses números indicam menor acesso a direitos como férias, 13º salário, aposentadoria e benefícios por incapacidade.

Para advogados que atuam na área trabalhista e previdenciária, os dados podem subsidiar análises sobre vínculo empregatício, condições de trabalho e proteção social desses profissionais, especialmente em um cenário de crescimento do setor e de debates sobre a regulamentação da atividade.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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