NotíciaTrabalhista

Lula rebate críticas ao fim da escala 6x1 e defende descanso sem quebrar empresas

Na promulgação da EC 221, presidente afirmou que é preciso conciliar saúde do trabalhador e existência das empresas. Nova jornada reduz máximo semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial.

Redação Juridia16 de outubro de 2026 · 1 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, nesta sexta-feira (16), as críticas de setores empresariais e da oposição à aprovação do fim da escala 6x1. Em discurso durante a promulgação da Emenda Constitucional 221, que institui a escala 5x2 para todos os trabalhadores, Lula disse que "ninguém quer que a empresa quebre", mas também "ninguém quer que um trabalhador morra por falta de descanso".

A nova norma, promulgada pelo Congresso Nacional, reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salários. Lula defendeu que a medida é compatível com a sustentabilidade dos negócios. "É combinar a manutenção e a existência da empresa com a manutenção e a saúde das mulheres e dos homens que trabalham", resumiu.

O presidente também rejeitou o argumento de que a mudança geraria crise econômica. Ao citar os críticos, disse que a palavra correta é "mentira". Segundo ele, a proposta aprovada permite que eventuais problemas sejam discutidos e resolvidos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) já pediu a revisão da regra.

Lula comparou o episódio a outras conquistas trabalhistas, como a redução da jornada de 48 para 44 horas na Constituição de 1988 e a criação do 13º salário. Em ambos os casos, segundo o presidente, houve previsão de prejuízo às empresas, o que não se confirmou.

O discurso ocorreu em cerimônia no Congresso, com a presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. A nova jornada foi aprovada após amplo debate no Legislativo.

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