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Governo articula votação da PEC que extingue escala 6×1 antes do 2º turno

Ministro José Guimarães e líder Teresa Leitão se reuniram com Alcolumbre; presidente do Senado sinaliza pauta única e governo quer concluir análise até 25 de outubro.

Redação Juridia06 de outubro de 2026 · 2 min de leitura

Reunião na residência oficial

Na terça-feira (6.out.2026), o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), estiveram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por cerca de 1h30. Segundo Guimarães, Alcolumbre reafirmou que abrirá a sessão do dia com a PEC que extingue a escala 6×1 como pauta única. O ministro disse ainda que o presidente do Senado pretende cumprir o regimento e permitir debate ao longo da semana.

Cenário no Senado

A proposta, aprovada na CCJ do Senado em 2 de setembro, ainda não avançou no plenário. O texto fixa jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em 5 dias de trabalho e 2 de descanso, sem redução salarial. Para ser votada em 1º turno, a PEC precisa passar por 5 sessões de discussão; o intervalo entre elas pode ser reduzido por acordo de líderes, o que viabilizaria a análise ainda nesta semana. O governo, no entanto, ainda não tinha segurança de reunir os 49 votos necessários.

Articulação do governo

Guimarães afirmou que comunicará ao presidente Lula que Alcolumbre mantém a disposição de colocar a matéria em discussão e votação. “Davi está muito determinado”, declarou, ao ser questionado sobre eventual veto de Flávio Bolsonaro (PL) às negociações. O ministro disse esperar a aprovação e provocou a oposição: quer “ver a turma do Flávio Bolsonaro votar contra” a medida.

Prazo e dificuldades

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou na segunda-feira (5.out) que, pelo prazo regimental, não seria possível votar a proposta nesta semana, sendo necessário “convencer russos” — referência à oposição — para acelerar o calendário. O governo considera a pauta uma das principais bandeiras de Lula para o 2º turno, marcado para 25 de outubro, e avalia que deixar a votação para 2027 pode esbarrar em uma composição mais à direita no Senado.

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