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Correios protocolam dissídio coletivo no TST para encerrar greve da categoria

Após rejeição da proposta da estatal, trabalhadores dos Correios iniciaram greve por tempo indeterminado; empresa pede ao TST o encerramento do movimento.

Redação Juridia12 de setembro de 2026 · 2 min de leitura

A diretoria dos Correios protocolou na sexta-feira (11.set.2026) pedido de dissídio coletivo de greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida ocorreu um dia após a categoria iniciar paralisação por tempo indeterminado, depois de rejeitar a proposta da empresa para o acordo coletivo de trabalho 2026/2027.

De acordo com a Findect, 35 assembleias haviam aprovado a paralisação até o início do movimento. A federação afirma que a decisão foi tomada após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no TST sem acordo. O principal ponto de divergência é o plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes: os trabalhadores são contrários à mudança proposta pela empresa na condição dos Correios como mantenedores do plano, por temerem aumento de custos e risco à manutenção da assistência médica.

Os Correios afirmam que a proposta apresentada mantém 78 das 80 cláusulas do acordo anterior e prevê recomposição integral pelo INPC para salários e benefícios. A empresa diz que a intenção é conciliar a preservação dos direitos dos funcionários com a necessidade de recuperar o equilíbrio financeiro da estatal. No pedido de dissídio, a empresa argumenta que a paralisação deve ser encerrada. A Findect, por sua vez, orienta os trabalhadores a manterem o movimento e ampliarem a mobilização a partir de segunda-feira (14.set).

Cenário financeiro

A negociação ocorre em meio à deterioração das contas dos Correios. A estatal registrou prejuízo líquido de R$ 2,39 bilhões no 2º trimestre de 2026 e de R$ 3,16 bilhões no 1º trimestre, totalizando cerca de R$ 5,6 bilhões no acumulado do ano. A empresa também busca novo empréstimo de R$ 7 bilhões com garantia do Tesouro Nacional, dentro do plano de reestruturação financeira que já havia contratado R$ 12 bilhões em crédito em 2025.

Apesar da greve, os Correios afirmam que adotaram medidas para diminuir os efeitos da paralisação, como remanejamento de equipes, reforço das atividades operacionais e mudanças logísticas. A empresa diz que as agências permanecem abertas e que trabalha para manter a continuidade dos serviços.

Produzido com apoio de IA a partir de fonte pública. Ver publicação original.

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